Primeiros passos

Configure a sua organização, convide utilizadores e lance o primeiro domínio de governance — do login inicial ao primeiro controlo com evidência anexada.

Este guia leva-o do primeiro acesso até ter um domínio de governance operacional: estrutura da organização, utilizadores e perfis, escolha do domínio, biblioteca de controlos e a primeira evidência carregada. Conte com cerca de uma hora para a configuração inicial.

Antes de começar

Reúna estes elementos — poupa-lhe várias idas e voltas mais tarde:

  • Âmbito organizacional. Que entidades legais, unidades de negócio ou países vão ser governados na plataforma.
  • Frameworks alvo. As normas e leis que precisa de cumprir primeiro (ex. ISO 27001, RGPD, NIS2).
  • Responsáveis. Quem detém cada área: segurança, privacidade, jurídico, RH, TI.
  • Documentação existente. Políticas, registos e evidências que já tem — vão ser reaproveitados, não recriados.

Passo 1 — Criar e configurar a organização

No primeiro acesso é criado o tenant da sua organização. Todos os dados ficam isolados neste tenant, com segurança ao nível da linha — nenhuma outra organização tem visibilidade sobre eles.

Dados da organização

  • Nome e identificação fiscal — usados em relatórios e documentos exportados.
  • Setor de atividade — condiciona sugestões de frameworks aplicáveis (ex. DORA para serviços financeiros).
  • Dimensão — número de colaboradores, relevante para limiares regulatórios (NIS2, Transparência Salarial, CSRD).
  • Idioma e fuso horário — afetam prazos, notificações e o idioma dos relatórios.

Entidades e estrutura

Se o seu grupo tem várias entidades legais, crie-as agora em Administração → Entidades. Cada entidade pode ter controlos, riscos e evidências próprios, e os relatórios podem ser consolidados ou individuais. Não é preciso acertar tudo à primeira — a estrutura é editável.

Passo 2 — Convidar utilizadores e atribuir perfis

Em Administração → Utilizadores convide a equipa por email. Cada convite tem um perfil que determina o que a pessoa vê e pode fazer.

  • Administrador — configuração da organização, utilizadores, faturação e todos os domínios.
  • Gestor de domínio — controlo total sobre um ou mais domínios de governance atribuídos.
  • Contribuidor — executa tarefas e carrega evidência nos controlos de que é responsável.
  • Auditor / Leitura — acesso de leitura a controlos, evidências e relatórios, sem poder alterar.

Para consultores externos, use o perfil Auditor ou Gestor de domínio limitado ao âmbito do trabalho. O acesso pode ter data de expiração.

Autenticação

Recomendamos ativar MFA para todos os utilizadores desde o início. Nos planos Enterprise pode configurar SSO / SCIM em Administração → Autenticação e provisionar utilizadores a partir do seu diretório.

Passo 3 — Ativar o primeiro domínio de governance

Não tente lançar tudo ao mesmo tempo. Escolha um domínio — normalmente aquele com um prazo regulatório ou uma auditoria próxima — e faça-o bem. Os seguintes custam uma fração do esforço, porque reutilizam os mesmos controlos.

  • Precisa de certificar ISO 27001 ou cumprir NIS2/DORA → comece por Governance de Segurança.
  • Tem pressão de RGPD, ROPA ou pedidos de titulares → comece por Governance de Privacidade.
  • Está a introduzir IA na organização → comece por Governance de IA.

Em Domínios → Ativar selecione o domínio e os frameworks aplicáveis. A plataforma gera automaticamente a biblioteca de controlos correspondente.

Passo 4 — Rever a biblioteca de controlos

Os controlos vêm pré-populados a partir dos frameworks escolhidos. A sua tarefa nesta fase é atribuir responsáveis e cadências, não reescrever controlos.

  1. Percorra a lista e marque como Não aplicável o que estiver fora de âmbito, com justificação (fica registada para o auditor).
  2. Atribua um responsável a cada controlo aplicável.
  3. Defina a cadência de revisão (mensal, trimestral, anual) — é o que faz a garantia ser contínua e não pontual.

Passo 5 — Carregar a primeira evidência

Abra um controlo e anexe um documento que já tenha — uma política, um registo, um print de configuração. Assim que o faz, verá o que distingue a iComply: o painel do controlo mostra todos os requisitos de todos os frameworks que aquela evidência acabou de satisfazer.

A evidência é versionada. Quando substituir o documento, o histórico mantém-se — é isso que dá defensabilidade em auditoria.

Passo 6 — Confirmar o painel de estado

No painel principal deve agora ver a postura de conformidade em tempo real: percentagem de controlos implementados, evidência em falta, tarefas em atraso e risco por área. É esta a vista que leva às reuniões de direção.

O que fazer a seguir

Com o primeiro domínio a funcionar, o caminho natural é:

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A nossa equipa faz o onboarding com a sua organização e configura o primeiro domínio em conjunto.